All my life I've been dreaming, remembering
Creating another life...
What are the odds?
I dream of other places, times, countries, universes
I dream with music, color, languages, smell, levitation
I dream God, Devil, Buda, Atena and all divinities
I dream mystic, common, historical, alien, prophetic
I created my own imaginary landscape,
I visited lives
I got involved in lives
I saw what I wanted but mostly what I didn’t
...
I guess atoms in perpetual movement
Create infinite dimensions
The atomic here and the atomic there
They lay just here in me and there, everywhere
So, with parts of my brain off and some on
I get a short glance of them
I touch that infinitesimal millimeter of parallel universe
Just here where I’m standing
And I guess my last dream will be of me dying
And I guess it will be easy because I’ll be really dying
Asleep and in both my worlds
…
So, I’ll die twice
...
And reborn twice
Again
sexta-feira
Só cio, só bio
Se o Homem fosse um e pensasse o que pensaria ele?
E se o meu pénis lhe falasse o que diria ele?
...
Per-siga a vagina . tenha orgasmos e ejacule
o mais que puder
tenha erecção e orgasmo fácil. Re-produza-se
tanto quanto puder
Nádegas volumosas . mamas leitosas
engula, imponha, ejacule
tudo o que puder
[Lubrifique-se entre a urina e o esperma]
creio no pénis uno, falo e todo-poderoso.
Se a Mulher fosse uma e pensasse, o que pensaria ela?
E se a minha vagina lhe falasse o que diria ela?
...
Pro-siga revestida e lubrificada . rasgue-se e absorva
o mais que puder
seja menos sensível . parto não é orgasmo. Pro-duza-se
tanto quanto puder
Braços volumosos . pénis leitosos
engula, exponha, absorva
tudo o que puder.
[Escorra-se se ofendida, contraia-se se invadida]
creio na vagina una, sem fala e católica.
E se o meu pénis lhe falasse o que diria ele?
...
Per-siga a vagina . tenha orgasmos e ejacule
o mais que puder
tenha erecção e orgasmo fácil. Re-produza-se
tanto quanto puder
Nádegas volumosas . mamas leitosas
engula, imponha, ejacule
tudo o que puder
[Lubrifique-se entre a urina e o esperma]
creio no pénis uno, falo e todo-poderoso.
Se a Mulher fosse uma e pensasse, o que pensaria ela?
E se a minha vagina lhe falasse o que diria ela?
...
Pro-siga revestida e lubrificada . rasgue-se e absorva
o mais que puder
seja menos sensível . parto não é orgasmo. Pro-duza-se
tanto quanto puder
Braços volumosos . pénis leitosos
engula, exponha, absorva
tudo o que puder.
[Escorra-se se ofendida, contraia-se se invadida]
creio na vagina una, sem fala e católica.
quarta-feira
i'm the wife/mother
black hair blue eyes
textil Chicago and Boston
Restaurant of Aquariums
light dress
3 priests, black car, in mountain
one child: "she's wanted somewhere"
textil Chicago and Boston
Restaurant of Aquariums
light dress
3 priests, black car, in mountain
one child: "she's wanted somewhere"
sábado
quinta-feira
quarta-feira
gata branca
gata branca, gata grande
que fala devagar
te lambe e se enrosca
te morde e te arranha
gata branca, gata grande
afogada por longas horas
senti no polegar
lateja pulsação
ela é o meu demónio
meu génio pulsa não
e
naqueles momentos
em que a dor é tão forte que a alma esvai do corpo
e paira na situação
é que os olhos interiores podem observar o que está
lá dentro e sonhar
e
tenho medo da verdade
que fala devagar
te lambe e se enrosca
te morde e te arranha
gata branca, gata grande
afogada por longas horas
senti no polegar
lateja pulsação
ela é o meu demónio
meu génio pulsa não
e
naqueles momentos
em que a dor é tão forte que a alma esvai do corpo
e paira na situação
é que os olhos interiores podem observar o que está
lá dentro e sonhar
e
tenho medo da verdade
sábado
idade de ferro
num dia de fim de tarde
quando o crepúsculo é frio, mais cinzento que azul
e as gentes de outra terra revoltadas se levantam
o fogo, a forca e o tridente saem de mãos dadas
e a loucura das multidões vai instalada
e pegam nos homens e lutam
e pegam nas mulheres e cortam
e pegam nas crianças e jogam
e pegam em tudo e correm
e pegam na terra e cospem
e os animais não nos comem?
ai, mas porque andava eu ali, correndo assustado
porque pairava como uma alma penada olhando aquele horror
eu que não vou à matança, vejo o pobre animal a ser caçado,
os ganchos de metal espetam-se no couro, sai o primeiro sangue,
o grito de dor deixa-me assustado...
o metal em brasa crava-se bem mais fundo para marcar a posse
o grito de odor deixa-me nauseado...
e as facadas de metal entranham-se na carne e ele cai por fim
ai, não, é só um pesadelo
já acordei... é só demasiada imaginação
porque tem a minha mente de se lembrar destas coisas?
não, o javali sou eu!
minha é a idade de ferro
quando o crepúsculo é frio, mais cinzento que azul
e as gentes de outra terra revoltadas se levantam
o fogo, a forca e o tridente saem de mãos dadas
e a loucura das multidões vai instalada
e pegam nos homens e lutam
e pegam nas mulheres e cortam
e pegam nas crianças e jogam
e pegam em tudo e correm
e pegam na terra e cospem
e os animais não nos comem?
ai, mas porque andava eu ali, correndo assustado
porque pairava como uma alma penada olhando aquele horror
eu que não vou à matança, vejo o pobre animal a ser caçado,
os ganchos de metal espetam-se no couro, sai o primeiro sangue,
o grito de dor deixa-me assustado...
o metal em brasa crava-se bem mais fundo para marcar a posse
o grito de odor deixa-me nauseado...
e as facadas de metal entranham-se na carne e ele cai por fim
ai, não, é só um pesadelo
já acordei... é só demasiada imaginação
porque tem a minha mente de se lembrar destas coisas?
não, o javali sou eu!
minha é a idade de ferro
roupas de fazenda
vida de corpo negro
não tem paga não
armadilha me caia
roubo me corte a mão
a lua de testemunha
sua negra paixão
no raiar do sol
vergasta de perdão
senhores de mim
me comem o pão
se o planto mas desganho
minha é a escravidão.
não tem paga não
armadilha me caia
roubo me corte a mão
a lua de testemunha
sua negra paixão
no raiar do sol
vergasta de perdão
senhores de mim
me comem o pão
se o planto mas desganho
minha é a escravidão.
terça-feira
morpheu
haguia sofia prata melancia de hermes o três as leis degraus aracne os dentes floresta perdido e amarrado a porta universo de pianos brancos as escadas o sotão e o papagaio as peles tapete vermelho e o quadro um paquete o feto e o corredor a bruxa a freira e o vampiro na casa de pedra a baleia a água a procissão o buda e a levitação o duende a barata e a neve a história o mulato e a tortura o urso branco o lobo e o lago do imperador o elefante a capela naufragada e o ouro persa
quinta-feira
why do bugs keep following me?
please
don't come in my face
I need to breathe
unless you go on
please
don't blow my ear
I need to hear
unless you carry on
please
don't be so cheap
I need to come
unless you're not on
so I ask: why do bugs keep following me?
don't come in my face
I need to breathe
unless you go on
please
don't blow my ear
I need to hear
unless you carry on
please
don't be so cheap
I need to come
unless you're not on
so I ask: why do bugs keep following me?
sexta-feira
palavra que é verbo!
Cortei minha palavra,
No espinho do som.
De forma compassada
Arranquei-lhe o tom.
Ouvindo tamanha mágoa
Gastei o meu dom
Essas suas frases de raiva
Não me trazem o bom,
De escrever, de falar, de cantar…
E eu me sujeito ao verbo,
Se no início é você.
Toquei minha guitarra
Com pautas de Tom,
De maneira gozada
Arranquei-lhe um som.
Ouvindo gerúndios compassos
Saí da fossa, que é bom
Essas notas firmam traços
Poetinha é meu dom,
De escrever, de falar, de cantar…
No início era o verbo
Pois que eu não me sujeito.
No espinho do som.
De forma compassada
Arranquei-lhe o tom.
Ouvindo tamanha mágoa
Gastei o meu dom
Essas suas frases de raiva
Não me trazem o bom,
De escrever, de falar, de cantar…
E eu me sujeito ao verbo,
Se no início é você.
Toquei minha guitarra
Com pautas de Tom,
De maneira gozada
Arranquei-lhe um som.
Ouvindo gerúndios compassos
Saí da fossa, que é bom
Essas notas firmam traços
Poetinha é meu dom,
De escrever, de falar, de cantar…
No início era o verbo
Pois que eu não me sujeito.
a todo o gás
quando tudo se perdeu
o meio nada se encontrou
aquela boca que era existe
nunca mais ficará triste
de noiva não se casou
quando nada se perdeu
um meio tanto se achou
aquela voz que era insiste
sempre escutará ouvinte
de boba não se tomou
e quando a chama acendeu
o meu fogo se expiou
aquela coisa sem limite
me acertando o palpite
de gás não se apagou
o meio nada se encontrou
aquela boca que era existe
nunca mais ficará triste
de noiva não se casou
quando nada se perdeu
um meio tanto se achou
aquela voz que era insiste
sempre escutará ouvinte
de boba não se tomou
e quando a chama acendeu
o meu fogo se expiou
aquela coisa sem limite
me acertando o palpite
de gás não se apagou
encoberto
Malditos sejam os cépticos e os ignorantes do intuir,
Que a Roda se não os persegue, não os pode fazer diluir!
Malditos os Fados incertos, ditados unos de sentença,
Que a mim me atormentam, quais marcas de nascença!
É que a eles não sei escapar, nem forças me arremessam
E que deles não sei duvidar, nem por provas me peçam...
É que a alma embora velha, da encarnação não se livrou
E o destino de ser encoberto, no meu espírito já se encostou.
É que os karmas e as alquimias e as fortunas já me comandam:
Tu, ó Encoberto, serás oculto, serás privado, serás brando,
E tu, ó Encoberto, não poderás, não possuirás e não verás,
Que de dentro da caverna, ó Encoberto, não enxergas, nem sairás
Que a Roda se não os persegue, não os pode fazer diluir!
Malditos os Fados incertos, ditados unos de sentença,
Que a mim me atormentam, quais marcas de nascença!
É que a eles não sei escapar, nem forças me arremessam
E que deles não sei duvidar, nem por provas me peçam...
É que a alma embora velha, da encarnação não se livrou
E o destino de ser encoberto, no meu espírito já se encostou.
É que os karmas e as alquimias e as fortunas já me comandam:
Tu, ó Encoberto, serás oculto, serás privado, serás brando,
E tu, ó Encoberto, não poderás, não possuirás e não verás,
Que de dentro da caverna, ó Encoberto, não enxergas, nem sairás
simpatia
em manta de retalhos cosi a simpatia,
na cama a deitei, gentil véu de maria
a música que embala a chama de vela
na cama lhe pinto os sons em aguarela
calor enroscado baixo raio de sol
na cama os risinhos baixo o lençol
pérolas brancas eu perdi, negras ganhei
nessa cama bendita que eu me deitei
borboletas pairam vestida Iemanjá
na cama me beijam seu orishá
oferendas lhe navegam prenhas o mar
na cama se enrolam as ondas do meu colar
amores-perfeitos me sorriem o néctar
na cama paixão só samba o poeta
e se a cama lavada de dia for feita
desta simpatia a oração se endireita
na cama a deitei, gentil véu de maria
a música que embala a chama de vela
na cama lhe pinto os sons em aguarela
calor enroscado baixo raio de sol
na cama os risinhos baixo o lençol
pérolas brancas eu perdi, negras ganhei
nessa cama bendita que eu me deitei
borboletas pairam vestida Iemanjá
na cama me beijam seu orishá
oferendas lhe navegam prenhas o mar
na cama se enrolam as ondas do meu colar
amores-perfeitos me sorriem o néctar
na cama paixão só samba o poeta
e se a cama lavada de dia for feita
desta simpatia a oração se endireita
oração da noite
escrevi uma oração em papel rasgado,
na terra plantei, ficou semeado
baixa luz de minha morte a vi em solidão
na terra plantei o meu coração
sozinha que vago, no bucho carrego
na terra enterrei meus filhos de ferro
forças não tenho, não tive, não terei
nesta terra assombrada eu me plantei
do pranto que choro é água com sal
da terra colhi as ervas do mal
das almas assombros me vi assistir
da terra colhi as flores de carpir
da fraqueza me caem os cabelos no chão
da terra colhi as cinzas de adão
e se a terra plantada na noite não cresce
desta oração seus frutos lhe apodrece
na terra plantei, ficou semeado
baixa luz de minha morte a vi em solidão
na terra plantei o meu coração
sozinha que vago, no bucho carrego
na terra enterrei meus filhos de ferro
forças não tenho, não tive, não terei
nesta terra assombrada eu me plantei
do pranto que choro é água com sal
da terra colhi as ervas do mal
das almas assombros me vi assistir
da terra colhi as flores de carpir
da fraqueza me caem os cabelos no chão
da terra colhi as cinzas de adão
e se a terra plantada na noite não cresce
desta oração seus frutos lhe apodrece
diarreia escrita
Os poetas são os filhos da inconstância
os que buscam as verdades subterrâneas,
os que vivem esses amores dramáticos,
os que buscam remédios sistemáticos.
As poetas são as filhas do destino,
as que procuram a grande beleza,
as que a rotina não contenta,
as que a necessidade atormenta.
E os filhos desses poetas lhes herdam a vida toda como uma só.
Tomam nas veias a certeza do caos,
bebem jucosos os frutos da roda,
definham perante a incompreensão
e morrem quando se lhes nega a paixão.
Roem-se vívidos se os temores apertam,
rugem feridos se o mal os espera,
hibernam quando as gentes lhes corroem,
mas nem na morte se destroem.
Eles só temem porque sentem, a vida como se fosse uma só.
os que buscam as verdades subterrâneas,
os que vivem esses amores dramáticos,
os que buscam remédios sistemáticos.
As poetas são as filhas do destino,
as que procuram a grande beleza,
as que a rotina não contenta,
as que a necessidade atormenta.
E os filhos desses poetas lhes herdam a vida toda como uma só.
Tomam nas veias a certeza do caos,
bebem jucosos os frutos da roda,
definham perante a incompreensão
e morrem quando se lhes nega a paixão.
Roem-se vívidos se os temores apertam,
rugem feridos se o mal os espera,
hibernam quando as gentes lhes corroem,
mas nem na morte se destroem.
Eles só temem porque sentem, a vida como se fosse uma só.
por uma ética boazona
O preço da mentira paga-se caro, é uma dívida ad e(x)ternum.
E que importa?!
Eu sofrerei, pagarei com as carnes os delírios da mente.
Sob leves variações, todo o problema da traição é a ausência de qualquer reserva.
Não há pudor, mas mais que uma cesta.
Eu tenho, sou extenso, sou mineral.
Me condeno? Me condenam.
A mentira é tão válida quanto toda a verdade feia.
A espontaneidade e a sinceridade são aqueles defeitos abrasadores... Uma empiria pouco explicável à maioria de nós, os cínicos.
O homem novo só tem uma ética: mede-se aos apalpos, qual belluci
E que importa?!
Eu sofrerei, pagarei com as carnes os delírios da mente.
Sob leves variações, todo o problema da traição é a ausência de qualquer reserva.
Não há pudor, mas mais que uma cesta.
Eu tenho, sou extenso, sou mineral.
Me condeno? Me condenam.
A mentira é tão válida quanto toda a verdade feia.
A espontaneidade e a sinceridade são aqueles defeitos abrasadores... Uma empiria pouco explicável à maioria de nós, os cínicos.
O homem novo só tem uma ética: mede-se aos apalpos, qual belluci
canudos
Ai que não sei se sufoco, se me mordo, se me cuspo...
Que no Verão me sufoco, bem me mordem, vai ao susto
Na cama de qualquer um fazem bem, quem pode
A cama daquele além fazem mal, ou bem que fode
Não há prenhas, nem agasalhos e nem ventos sussurram
Só fogos de lenhas, pequenos retalhos e peles que esturram
Neste sertão de mérda enxuta, só fraco tesão te padece
Que nem com Cunha há beleza, eu clídes, Deus quisesse
Que no Verão me sufoco, bem me mordem, vai ao susto
Na cama de qualquer um fazem bem, quem pode
A cama daquele além fazem mal, ou bem que fode
Não há prenhas, nem agasalhos e nem ventos sussurram
Só fogos de lenhas, pequenos retalhos e peles que esturram
Neste sertão de mérda enxuta, só fraco tesão te padece
Que nem com Cunha há beleza, eu clídes, Deus quisesse
9-fora-nada
Se eu nada contemplo, nada me envolve
Sou um nada sem templo, tudo me demove
Se eu nado com tempo, ela me dissolve
Se eu nado, não nado, morto, sou 9
E quem me comenta?
Quem me devolve?
Quem com mãos me tenta,
ou com beijos me chove?
desilusão sorri, tem dentes de chumbo...
Sou um nada sem templo, tudo me demove
Se eu nado com tempo, ela me dissolve
Se eu nado, não nado, morto, sou 9
E quem me comenta?
Quem me devolve?
Quem com mãos me tenta,
ou com beijos me chove?
desilusão sorri, tem dentes de chumbo...
despejados
vivo triste como quem mora subterrâneo, vivo triste como quem perde a aposta, vivo triste como quem se perdeu ... de onde mora e não sabe quem mora lá, e triste porque só moro, não vivo, não sabendo que triste é cá.
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