sexta-feira

corrimento

Numa bela noite dum sonho profundo
com um tom de quase erótico,
liga alguém e pergunta acordei-te?
e pensa-se como não ser neurótico?
Numa bela noite de saída nocturna
a frequência é quase sanitária,
vem a menina descarregar-se
como lavatórios de malária
Numa manhã depois de tais noites,
uma vozinha faladora come a mioleira,
perguntando que cara é a tua
e o porque da senhora olheira
Em qualquer dia comum e mortal,
há quem prefira o eufemismo,
fala de gordo dizendo que é forte
ou que o gay tem um certo maneirismo
Em qualquer paragem de autocarro,
surge a encarnação da mania,
entre a sua gigante paranónia
sugere-te como salvação, a terapia
Ainda vem a pessoinha,
que nenhuma opinião dá .
Normalmente, o tu-é-que-sabes
ou o-que-tiver-que-ser-será
E se ainda tiveres a sorte,
de estar em Portugal,
todas estas continhas
irão em forma exponencial.